"Passou a noite em claro. Simplesmente não dormiu para chorar.
Chorou os medos, as perdas, os pecados, as dores, os amores, desamores. Chorou um rio, um mar, um lago, uma poça d’água. Chorou para esvaziar-se, dentro si já não cabia muita coisa. Chorou até lavar a alma, chorou para se fortalecer. Chorou porque era necessário. Lavou as cobertas de lágrimas. Transbordou. Inundou as páginas dos seus livros. Pobre moça, não aguentou, desabou. Chorou, mas não por fraqueza, saiba disso. Chorou só. Só chorou. Porém, chorou tudo. Mas o dia clareou, e o choro para não perder o encanto, virou canto." ▼
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